A MORALIDADE PROPÕE À ÉTICA UM PACTO DE MERDA.


(...)EU NÃO PRECISO QUE ME VEJAM CHORAR. É ETICAMENTE DEPLORÁVEL! EU PRECISO QUE MORALMENTE ME LIMPEM AS LÁGRIMAS. EU NÃO PRECISO QUE APONTEM OS DEDOS EM FORMA DE PRÉ JULGAMENTO SUMÁRIO E QUE ME DEIXEM CAÍDO. EU NECESSITO QUE MORALMENTE ME LEVANTEM DO CHÃO. EU NÃO PRECISO DE CANTIGAS FÁCEIS, PORQUE A MELODIA QUE OIÇO…VEM DA MÚSICA QUE FAÇO.(...)
A MORALIDADE PROPÕE À ÉTICA UM PACTO DE MERDA.
A moralidade propõe à ética um pacto de merda. Lamento pela expressão usada, como lamentaria porventura que a consequência das minhas palavras soassem a falsidade como forma de conquistar admiradores através, do ato floreado com que, as minhas frases vão sendo debitadas aqui. Neste desenrolar de pressupostos de ideias que eu, tu, eles e os outros carregam consigo há uma enormidade de falhas intensas que o ser humano teimosamente e tristemente não se consegue alhear.
A manutenção de uma ideologia de persistência no descalabro das suas emoções e ideias fixas, como se as mesmas fossem tema de abertura de telejornal para a salvação do mundo, continua a ser o calcanhar de aquiles de metade de bosta emocional, lixo tóxico que carregamos. Entre milhares e milhares na construção de pontes para o bem, há entre eles os anarquistas, derrotados, falseadores de egos inflamados que tentam a todo o custo adquirir o brilho do mal, através do bem. Nunca tive nenhum sintoma de solidariedade para com os moralistas, que vestem a capa da ética e se traduzem como salvadores, conquistadores e que no fundo se resumem a tristes figuras mal amadas, desajustadas de uma lógica que englobe a todos.
Hoje ouvi uma amiga dizer o quanto se sentia amargurada há anos com o seu companheiro o qual sentado na sua poltrona deduzia que uma companheira não era mais do que o fio condutor necessário de tradução de felicidade para de boca cheia dizer aos quatro cantos do mundo: “ Eu tenho mulher” ou “Eu sou casado”. Este conceito de moralidade existencialista no ato de pressupor felicidade tendo como aliado a figura apenas biológica do sexo feminino é um tipo de ética casamenteira que leva ao consumo de pactos de merda, onde a jurisprudência tem o nome de: “ Antes a minha felicidade do que o teu sofrimento”.
Os homens, esses eternos reprodutores, que ávidos de sexo, da consagração da pila em nome da sua masculinidade detém o poder de um machismo destinado ao purgatório e ao consumo da sua constante cegueira e um nojo diabólico, de fraqueza desmedida pela mudança.
O pouso do homem, como necessidade de agarrar o seu trono com unhas e dentes carece da necessidade de uma figura fraca o quanto baste, para que o mesmo transforme o amor num esgoto a céu aberto com o qual o mesmo se banha. O traço da moralidade como prova de fidelidade na consagração da honra a ter pelo próximo é falsamente estabelecido nas relações como prova de um contrato assinado apenas através da palavra.
Eu não preciso que me vejam a chorar. É eticamente deplorável! Eu preciso que moralmente me limpem as lágrimas. Eu não preciso que apontem os dedos em forma de pré julgamento sumário e me deixem caído. Eu necessito que moralmente me levantem do chão. Eu não preciso de batidas nas costas e punhais crivados em gritos de “ Somos amigos!!” Eu preciso, eu necessito que moralmente me abracem! Eu não carrego a ética e nem transporto a moral como caminho rumo ao paraíso e isento de pecado. É moralmente falseado aquele que justo se afirma e eticamente reprova. Eu não preciso que a ideologia da persistência seja conotada com a angariação da omissão, da mentira que faça jus ao pecador e que morra o inocente.
É eticamente deplorável! Eu não preciso de cantigas fáceis, porque a melodia que oiço…vem da música que faço.

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