segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A DOENÇA DEGENERATIVA DE TAPAS NA BUNDA



Há uma tendência que foi crescendo ao longo dos anos e vejo isso em conversas típicas de homem no que toca ao sexo de que: "Elas adoram levar umas boas tapas!Alli...com força!". Um amigo dizia-me há tempos: "As tapas são a necessidade que o homem tem de mostrar quem manda! Who s the boss?"

E claro, algumas adoram, sentem-se presas na ilusão de um filme de: "50 Shadows of Spank", outras porém e como até já aconteceu comigo dizem educadamente: " Mas tu estás parvo!?!!" Confesso...fui um pouco efusivo, mas não tenho culpa de ter transportado o bater de panelas com colher de pau num final de ano para o...bem bom!. Culpa minha!


Sexo é algo que deve ser visto com alegria sem necessariamente virar palhaçada total. Não vais chamar a corporação de bombeiros da terra e dizer alegremente: " Como é? Tragam a mangueira! Vamos lá pessoal?". E muito menos vais tomar a posição de  criança tímida que sempre viveu debaixo das saias da mãe e na hora do bem bom dizer: " Não, não, não!! Toma, toma! Só faço amor contigo se puseres a música do Noddy..."

As tapas surgem como uma forma de masoquismo latente que nada mais é, senão uma expressão de dominação de um sobre o outro. Há momentos, formas e atitudes que se devem demonstrar no fogo da intensidade que é partilhado e tido como algo normal entre os dois. E como é usual dizer-se, entre quatro paredes tudo vale! Não existe a denominação de machista ou feminista na hora. É um desenrolar de química perfeitamente normal e entendido pelos dois. O pior...é quando há exageros....

No outro dia um amigo orgulhoso dizia:

-Dei-lhe com tanta força que até ficou com as nádegas em sangue! Aquilo que é que foi mostrar quem manda! Eu até lhe dizia: "Say i m your daddy!!" Sou macho!!

Esbocei-lhe um sorriso, dei-lhe um abraço e despedi-me dele dos cuidados intensivos no hospital de Santa Marta onde se encontrava, depois da sua demonstração de afectividade para com ela e da resposta da mesma ao seu ato de patriotismo acérrimo por uma bunda.

Eu acho engraçado levar o braço atrás e fazer sentir ao de leve a brisa suave que percorre o tempo que levo até acertar no alvo. E tomo sempre os devidos cuidados para não ser mais um onde se possa ler no cartaz: " Já foste...". Há uma certa matreirice e forma de tocar no ponto...deixando um sorriso no rosto e nunca um ai demasiado longo acrescido de: " Seu filha da puta...vai bater assim na....". Be smart...evita isso! Mania que os homens tem de desejar que as mulheres produzam sons como nos filmes porno. " Isso....estás a gostar não é?? Grita! Isso grita mais alto" Se eu fosse gaja pensaria para mim: " Tadinho...tem a mania das grandezas..."

Também podes encontrar invariavelmente mulheres que detestam que se bata com a mão e dizem-te ao ouvido: "Bate-me com essa coisa de fazer xixi". O que pode trazer problemas de cariz emocional no que toca a homens que tenham limitações em termos de tamanho. Nestas alturas duas opções: Bomba de enchimento ou simplesmente proferir: " Fuiiiii". Ninguém quer ficar mal visto.

Não sei porque mas desconfio que os homens tem parkinson desde novos. Quando nasces pareces um idiota a chorar a abanar as mãos por todo o lado. Dá a sensação que tens algum tipo de doença degenerativa. Espasmos com as mãos por comida, frio, colo, por estares...simplesmente chateado, por não dormires.

Uma antiga namorada dizia: "Bunda é para se agarrar feito homem! Macho! Quem bate na bunda é frutinha, ouviste seu otário!! "

De lágrimas nos olhos, com um lenço de papel que a mãe dela me tinha dado no exato momento, fiz-me forte, escutei o conselho dela...e nunca mais quis outra coisa que bater numa bunda...

E afinal? Queres ser macho ou queres ser frutinha?

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