A ALMA É PINTADA DE TODAS AS CORES.



Sempre fui um acérrimo crítico da conotação que é feita às pessoas de cor. Só a frase em si já denota uma instrumentalização que se baseia na diferença. Que cor é a nossa e qual a cor dos outros? O preconceito e a discriminação existente no mundo e que tantos carregam e muitos em surdina, mediante a cor da pele, sempre foi historicamente o fio condutor de guerras intermináveis.

Ora não se gosta de pretos, ora de ciganos, ora de brancos, ora de chineses. Os brancos, os pretos, os amarelos, os mulatos, os pele vermelhas, os gajos com cara de sabor a caril, sempre e entre si granjearam de títulos honoríficos na tentativa de concretizar a constatação de quem é e merece ser o melhor na sua espécie. E pressupostamente quem carrega a bandeira de que a " Minha casa é sempre melhor do que a casa do vizinho".

Ou melhor dizendo e perdoem-me a insensatez tão cruelmente verdadeira. Na verdade o conceito de guerra de cores, não é mais do que um conceito idealizado e reduzido a uma de lutas homens, uma luta incessante de pilas, na tentativa de perceber quem terá a pila maior. Não são guerras comuns de verdadeiros homens que lutam em prol de alguma justiça digna de nome. São guerras de crianças amedrontadas, receosas de perder o seu posto, a sua luta de "patriotismo" pela cor, a continuidade da sua espécie mediante a sua pele. 



É uma luta da testosterona, da incapacidade vigente no homem em decifrar a cor da alma e o conceito de humanidade tão distante do seu próprio conhecimento, assim como da sua verdade.

Artthur Gobineau tinha uma frase em que dizia: "Não creio que viemos dos macacos mas creio que vamos nessa direção."
Não poderia concordar mais com esta frase e o sentido que a mesma carrega em si.

Os meu melhore amigo é negro. Ou é potencialmente ofensivo chamar e denominar de negro? Poderei dizer pretos? Ou ser politicamente mais correto e dizer: " De cor"? De todas as formas onde a possibilidade de ser cuidadoso no ato de diferenciação, nunca deixarei ao fazê-lo, de estabelecer sempre algum tipo de diferença entre ele e eu, eu e os outros...assim como dos outros também para mim.

A única potência mundial, digna de não ser xenófoba e discriminatória em relação à cor da pele é o mundo animal. Lá...onde dizem que não existe alma...proliferam todas as cores...




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