A SUPOSTA SUPERIORIDADE HUMANA...


PUDESSE UM ANIMAL DIZER DA SUA PALAVRA...
Que tipo de sentimento ganhaste tu? Com que sobeja olhas para a mãe natureza? Que superioridade latente é essa que fazes uso, para destruição da natureza, relações, culturas, povos? 

Que ideia trouxeste tu ao mundo de fazeres de uma criação que não te pertence a doutrina da destruição? 

Esta mesma terra que te alimenta que comes e bebes e que usas como teu habit natural. Nesta mesma terra onde te sentiste superior perante mim e decidiste que eras bem mais que eu, pergunto-te: Que tipo de sentimento superioridade achas que tens perante mim? 

Eu não destruo para evoluir. Eu protejo os meus. Eu não me qualifico como mensageiro de alguma religião. Respeito o que me foi dado para preservar. Eu não me situo como destruidor de massas, reorganizo-me para a vivência e bem estar do meu clã. Por isso te pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

O que aconteceu contigo bom amigo humano? Que ódio carregas em ti? Que força matriz te faz matar, assassinar, pregar pelo mundo o ódio? Que nervos se apoderam de ti? Não estás tu satisfeito como eu por comer, viver e usar da mãe natureza o que de melhor ela tem ao dispor para sentires o bater da vida?

Que disparidade é essa de sentimentos que carregas em ti? Capitalismo, superioridade sobre os mais fracos, morte aos infiéis, sistematicamente insatisfeito? Que procura é essa de mais e mais...quando não podes sair deste pedaço de planeta para lado nenhum? Por isso te pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

Como te podes achar mais inteligente do que eu? Como ousas pensar que és superior perante mim? Não carrego em mim o ódio que carregas em ti. Desculpa...poderás dizer que esta minha irracionalidade mais do que comprovada me limita em tudo o que posso fazer. Mas porque desejaria eu alcançar mais do que tenho? Lembra-te...eu sou livre. Tu não! Eu não vivo de notas nem de moedas para sobreviver. Eu não vivo de capitalismos baratos, de escolhas indesejadas, de superioridade, de poder, de ganância. Não vivo de pinturas delineadas na cara para parecer mais bonito, brilhante, desejado. Eu sou quem sou, como sou...então e perante tudo simplesmente eu sou!

Eu não prendo, não faço e desfaço, não julgo, não imponho o meu desejo sobre o mais fraco. Eu mato para me alimentar...tu matas para te vangloriares. Por isso te pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

Responde-me pois a esta questão! Pois não duvides, que tudo o que tens feito até aqui...a mãe natureza se encarregará de dar de volta. 

Eu não me lamento por estar a desaparecer. Lamento que te tenha sido dado o poder da racionalidade...e com isso, então sim...me faças desaparecer. Que mal te fiz eu para merecer tamanha afronta? Para ver os meus partirem? Que armas posso usar perante ti? E ainda assim...com tão poucas armas, achas-me merecedor de tamanho crime hediondo? Então eu pergunto: Que tipo de sentimento de superioridade achas que tens perante mim?

-Eu posso responder a isso de forma simples...
-Diz-me então!
-Na verdade o progresso requer medidas, mas não irias entender. Mas foste perguntando ao longo do tempo, que tipo de sentimento de superioridade tu achas que tenho perante ti. Porquê sempre essa questão? Não ficou mais do que provado ao longo dos séculos essa superioridade?
-A superioridade ficou provada! 
-Então qual a dúvida?
-Ahh amigo...não irias entender...









Comentários

Diana Fonseca disse…
Somos todos iguais mas insistimos em achar que somos superiores.

Postagens mais visitadas