NO LABIRINTO DA VIDA, INCERTAS SÃO AS NOSSAS ESTADIAS


Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes.

Há uma verdade indesmentível na concepção dos caminhos que traçamos. E essa verdade está ligada ao conceito da produção, atitude e coragem que também temos durante a vida. Verdade seja dita que nem todos os caminhos são para todos os caminhantes como afirmou Johann Goethe.

Mas ao mesmo tempo que na concepção de vidas e caminhos existe o desejo de construção de felicidade, há de facto também o oposto a tudo isto. Medos, receios, covardias e afins. Há uma certa covardia escondida, manipulada interiormente que nos faz muitas vezes parecer mais fortes do que aquilo que realmente aparentamos. revestimo-nos de capas de auto-defesa para nos mostrarmos muitas vezes o que não somos e aparentamos ser.

Não somos infalíveis, somos humanos que construímos caminhos de acordo com as nossas necessidades. Perdemo-nos inúmeras vezes em amores, paixões do momento, empregos, profissões, amizades, etc. Corremos riscos, erramos, acertamos algumas vezes, mas na irregularidade que tantas vezes existe no nosso caminho, revestimo-nos de esperanças corpo após corpo, olhar após olhar, toque após toque. A dedução do que desejamos acaba sempre tanto por nos surpreender como nos faz também em tantos formatos e conceções de ideias e ideais, arrependermo-nos.

Mas será o arrependimento a verdadeira face do caminho? Ou será apenas a aprendizagem a reter de forma a chegar ao entendimento emocional que tantos buscam perdidos? Que crença é a nossa? Que batalha travas tu ou eu no que desejas? 

Os nossos caminhos são inumeráveis, mas incertas são as nossas estadias.

Quantas vezes não nos questionamos o que fizemos de errado? Onde erramos? Onde acertamos? Quem "matamos" interiormente, quem nos "mata" a nós? Que busca de perfeição, de dedução de aceitação, vidas preconizamos nós? Em quantas camas necessitamos de dormir para acordar realmente? Em quantas vidas precisamos de viver, para nunca nos sentirmos mortos? Em quantas casas precisamos de viver, para não nos sentirmos sós? Que caminho escolhemos para a manutenção de felicidades tantas vezes irreais? 

Sabes tu? Saberei eu?

Eis o que sei: Se o final valer apena, o caminho não importa.

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